A forma no Renascimento

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Durante o Renascimento, a concepção da Forma (referindo-se a objetos) tornou-se mais prática e menos filosófica. Com o surgimento do “Quadrivium” e o desenvolvimento das teorias de proporcionalidade por Da Vinci e outros artistas e cientistas, surgiram os primeiros métodos para o desenvolvimento de produtos.

O Quadrivium era uma parte do currículo educacional nas antigas universidades e escolas medievais, seguindo o modelo educacional das escolas da Antiguidade Clássica. Consistia em quatro disciplinas matemáticas: aritmética, geometria, música e astronomia. Estas disciplinas eram consideradas essenciais para o desenvolvimento intelectual e eram ensinadas após o Trivium, que incluía gramática, lógica e retórica.

1. Aritmética: Estudava as propriedades dos números e as operações aritméticas básicas, como adição, subtração, multiplicação e divisão.

2. Geometria: Focava-se nas formas geométricas, como pontos, linhas, ângulos, polígonos e círculos, bem como nos princípios fundamentais da geometria, como teoremas e medidas.

3. Música: Abordava a teoria musical, incluindo os fundamentos da harmonia, ritmo e melodia, bem como a relação entre a música e a matemática, como os intervalos musicais e proporções.

4. Astronomia: Estudava os corpos celestes, como estrelas, planetas e galáxias, e os princípios básicos do movimento celestial, como o ciclo das estações, os eclipses e a rotação dos planetas.

O Quadrivium era considerado parte integrante da educação liberal e era destinado a fornecer aos alunos uma compreensão abrangente do mundo natural e dos princípios matemáticos subjacentes. Essas disciplinas eram valorizadas não apenas pelo seu valor prático, mas também pelo seu papel na formação do intelecto humano e no desenvolvimento do pensamento crítico.